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ALEXANDRE RIBEIRO 


 

Herdeiro de grandes nomes do clarinete como Severino Araújo, K-Ximbinho, Luiz Americano, Abel Ferreira, Nailor Azevedo e Paulo Moura, Alexandre Ribeiro é dono de exuberante técnica e primorosa interpretação, hipnotizando seus ouvintes logo nas primeiras notas. 

Nascido na cidade de São Simão, interior do estado de São Paulo, foi discípulo e teve grande influência de clarinetistas como Krista Helfenberger Munhoz, Luiz Afonso Montanha, Sergio Burgani, Nailor Proveta e Stanley Carvalho. 

 

Em sua trajetória, compartilhou o palco com grandes artistas como Guinga, Quinteto Sujeito a Guincho, Antônio Nóbrega, Carlos Malta, Arismar do Espírito Santo, Osvaldinho do Acordeon, Dominguinhos, Nelson Ayres, Paulo Moura, Yamandu Costa, Raul de Souza, André Mehmari, Toninho Ferragutti, Ken Peplowsky, Toquinho, Elton Medeiros, Eduardo Gudin, Tom Zé, Ed Motta, Jair Rodrigues, Luciana Mello, Wilson das Neves, Jair Oliveira, Riachão, Aldir Blanc, Mafalda Minozzi, Jane Duboc, Consuelo de Paula, Teresa Cristina, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Nelson Sargento, Fabiana Cozza, Willy Gonzalez, Gabriele Mirabassi e Tulipa Ruiz. 

 

Participou de gravações ao lado de Alessandro Penezzi, Zé Barbeiro, Quinteto em Branco e Preto, Dona Inah, Paulo Freire, Teresa Cristina, Laércio de Freitas, Nailor Azevedo (Proveta), Conrado Paulino, Toninho Ferragutti, Dominguinhos, Grupo Ó do Borogodó, Fabiana Cozza, Banda Jazz Sinfônica de Diadema, Jair Rodrigues, Wanderléa, Léa Freire, Nelson Ayres, Swami Junior, Conjunto Época de Ouro, Paulo César Pinheiro, Cristóvão Bastos, Verônica Ferriani, Vinicius Calderoni e muitos outros. 

Em 2009, estabeleceu uma forte e bem-sucedida parceria com o violonista Alessandro Penezzi, que resultou em dois discos de bastante destaque no cenário da música instrumental: “Cordas ao Vento” e “Ao Vivo na Bimhuis-Amsterdã”, além de diversos shows pelo Brasil e pelo mundo. 

 

Alexandre, em grupo ou em trabalho solo, contagiou plateias de importantes festivais no Brasil e no exterior, dentre eles: Choro Jazz Jericoacoara, Festival Chorando sem Parar (Brasil), em duo com João Donato, Festival América do Sul (Brasil), San Jose Jazz Festival (EUA), Yerba Buena Festival (EUA), California Brazil Camp (EUA), Skopje Jazz Festival (Macedônia), BMW Jazz Festival (Brasil), Festival Europalia (Bélgica e Holanda), Spoleto Festival (EUA), International Clarinet Festival “Il Mondo del Clarinetto” (Itália), Brasilian Film Festival (EUA), Camerino Music Festival (Itália), Encontro Internacional de Clarinetes de Bahia Blanca (Argentina), Festival de Clarinete da Patagonia (Argentina), UNAM Clarinet Festival (México), Projeto Novas Vozes do Brasil (promovido pelo Itamaraty em diferentes países como Colombia, Rússia, Espanha), Festival Música nas Montanhas (Brasil). Sua música também foi apreciada em ilustres salas de concerto como Auditório Ibirapuera, Sala São Paulo, Copenhagen Jazz House (Dinamarca), Young Museum (EUA), Pristina Jazz Club (Kosovo), sala Bimhuis (Holanda), sala Concertgebouw (Holanda), Palau de La Musica Catalana (Espanha), dentre outras. Em 2019 fez uma longa turnê pelos Estados Unidos, tocou em Port Townsend, Seattle, Boulder (Denver), São Francisco, Oakland, Berkeley, etc. 

 

Como professor, ministrou os cursos “Clarinete Popular”, “Linguagem de Choro para instrumentos de sopro” e “Prática de Conjunto de Choro” na 29a Oficina de Música de Curitiba (2011 e 2014), California Brazil Camp (EUA - 2011 e 2012), Festival de Música de Itajaí (2012), Oficina de Choro Casa do Núcleo (São Paulo - 2012), Festival de Música de Ourinhos (2014 e 2015), Festival Choro e Jazz Jericoacoara/CE (2010, 2011, 2013, 2014, 2015), Semana do Choro de Barretos (2014), Festival de Clarinetes da Patagônia (Argentina - 2014), Encontro Internacional de Clarinetes – Bahia Blanca (Argentina - 2015), Festival Chorando Sem Parar (São Carlos, 2016), Festival de Música de Port Townsend (EUA, 2019). Em 2019 Alexandre ministrou um curso de capacitação para professores do Projeto Guri. 

 

Nas Artes Cênicas, Alexandre já participou de espetáculos de grandes diretores e atores como Zeba Del Farra, Pedro Paulo Rangel, Mirian Muniz, Clarice Abujanra, dentre outros. É integrante do time de músicos do espetáculo Garrincha, do grande diretor americano Bob Wilson. É diretor musical, arranjador, compositor e instrumentista do espetáculo de dança Fino Fio, de Maria Eugênia Almeida, dirigido por Cristiano Meirelles. 

 

É integrante do projeto “Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo”, Grupo Luceros & Toninho Ferragutti, Grupo Roda de Choro e Grupo Ó do Borogodó. 

 

Contemplado com duas edições do Proac (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), lançou em 2014 o disco Alexandre Ribeiro Quarteto e, em 2017, seu primeiro disco solo, “De Pé na Proa”, ambos produzidos por Swami Junior. Deste último, o jornalista Carlos Calado escreveu: 

 

Não bastasse ser um dos instrumentistas brasileiros mais brilhantes da nova geração, o clarinetista e compositor Alexandre Ribeiro demonstra que também é um artista ousado. Com uma carreira em franca ascensão, marcada por projetos e parcerias que até agora o associavam ao universo do choro, ele não teve receio de encarar os riscos da aventura musical que resultou no álbum “De Pé na Proa” – lançamento com o selo de qualidade da gravadora Borandá. 

Nesse projeto solo, Alexandre interpreta ao clarinete e ao clarone (também conhecido como clarinete-baixo) nove composições de sua autoria, quase todas feitas especialmente para esse disco. Ao criá-las, utilizou diversos ruídos e efeitos sonoros produzidos por pedais e harmonizers – recursos eletrônicos usados com mais frequência na música pop, no jazz contemporâneo ou na música eletroacústica (...), um projeto ousado que poderia resultar em algo monótono ou até hermético, mas Alexandre e o conceituado produtor Swami Jr. conseguiram encontrar o necessário equilíbrio entre improvisos, experimentos sonoros e os sentimentos embutidos no repertório do álbum. (...) Tomara que outros instrumentistas da nova geração sigam seu exemplo, no sentido de buscar novas formas de criação. A tradição musical brasileira é riquíssima e deve ser valorizada, mas a música não avança, nem se renova, sem a ousadia e a inventividade de artistas como Alexandre Ribeiro.