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Ricardo Borsatto

 

A música sempre esteve presente na minha infância em São Paulo, Brasil. Meu avô tocava bandolim e percussão, e ele me mostrou a música de grandes compositores como Pixinguinha e Jacob do Bandolim quando eu era criança. Ele sempre me dizia: ‘esta é a verdadeira música, feita com a mistura perfeita de intelecto e alma, onde a técnica sempre esteve a serviço do nosso coração’. Em todas as reuniões de família, todos tocavam um instrumento musical e tocavam Sambas populares, principalmente de Adoniran Barbosa. Foi nessa época que me apaixonei pelo violão brasileiro. Tive a sorte de estar perto de grandes músicos, que me abriram caminho na busca pela história do Choro, e de estudar violão de Dino 7 Cordas e Raphael Rabello, sendo estas minhas maiores influências. Experimentei um ambiente muito aberto para aprender a música dos nossos maiores compositores. Rodas de Choro, foram muito importantes para minha formação, principalmente as noites de sexta-feira cedidas por Izaías Bueno de Almeida, uma lenda que era muito próxima de Jacob do Bandolim e que manteve a tradição do Choro em São Paulo por décadas. Em breve estaria estudando com o grande Alessandro Penezzi, um dos meus mais importantes mentores musicais, ao lado de Danilo Brito. Depois de estudar com Penezzi, recebi a Bolsa de Estudos Latino-americana na prestigiada Berklee College of Music, onde me graduei em Composição e Performance de Jazz, com honra Magna Cum Laude. Enquanto estudava na Berklee, recebi o Prêmio de Desempenho de Guitarra em 2016 Em Boston, fundei o conjunto de choro “Os Bohêmios”, que se tornou o grupo de choro mais importante da região da Nova Inglaterra naquela época. O quinteto foi formado por músicos de cinco países diferentes e representou um passo importante na minha missão profissional de divulgar a herança do Choro nos Estados Unidos. Fui cofundador do “Na Banguela”, junto com o bandolinista de 10 cordas Felipe Cemin. Neste grupo de Choro, convidamos o percussionista japonês Kan Yanabe, já parceiro musical de projetos anteriores, e o acordeonista italiano Giò Albanese, que trariam um sentido de virtuosismo único às nossas apresentações de Choro. Desenvolvemos nossa identidade musical juntos, expandindo as formas musicais e adicionando seções de improvisação inspiradas em nossos estudos de Jazz na Berklee. Boston me deu grandes oportunidades, e uma das mais especiais foi tocar músicas originais do flautista brasileiro Fernando Brandão ao lado de Julia Bonfim e Kan Yanabe. Foi um abridor de olhos / ouvidos, a música do Brandão é desafiadora. É melodicamente e harmonicamente complexo de uma forma que retrata um passo à frente da Tradição Choro ainda com as características do Choro. O grupo está em plena atividade, apresentando-se em todas as salas de concerto da Nova Inglaterra.